Uma das coisas que eu acho bem bacana no jeito como os norte-americanos encaram o esporte, é a atenção que eles dão para os números e as estatísticas. Gosto muito do fato de que, para eles, tudo o que os jogadores e as equipes fizeram no passado, seja certo ou seja errado, conta e têm importância para toda e qualquer análise de desempenho e previsões futuras.
No nosso futebol isso parece não ter muita vez. A impressão que eu tenho é de que no Brasil acredita-se que o futebol seria muito mais complicado, complexo e imprevisível, a ponto do histórico dos seus atores não ter lá muita importância.
Se não fosse assim, alguém já teria percebido que o time do Dunga, que não foi lá essas coisas e nem deixou saudades, venceu adversários de todos os naipes, e conquistou todos os torneios que disputou, com exceção da Copa da África do Sul. E que esse mesmo Dunga, quando passou o cetro ao seu sucessor, entregou a seleção brasileira ostentando o posto de segunda colocada no ranking da FIFA.
Se fossemos mais atentos aos números, alguém também já teria notado que o Brasil ocupa hoje somente a sexta posição nesse tal ranking. E que, desde o início dos trabalhos do atual técnico, a nossa seleção não venceu torneio algum e nem ninguém que preste.
É bem verdade que, se no final, o Brasil vencer a próxima Copa, ninguém dará a mínima para o fato de nós não termos vencido a última Copa América e os eventuais outros torneios menores que a antecederam.
Mas a questão é: se com o outro time, que venceu tudo até o início da Copa da África do Sul, nós não conseguimos ser campeões, será que dá mesmo para acreditar que conseguiremos agora, com um time que não vem vencendo nada e ninguém?
Deve dar, afinal, por aqui, não se liga para números ou estatísticas.
Sorte do Mano.
Xisto Ventura
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